Anestesiada, eu vejo pessoas passando,
Enxergo seus rostos vazios,
Seus olhares indiscretos.
Ouço as risadas, pessoas gritando
E falando comigo
Eu respondo automaticamente,
Como eu robô.
Para mim, agora anestesiada
Nada importa,
As pessoas à minha volta
Podem sumir, e não farão falta alguma.
Minhas perspectivas morreram,
Os amores se foram,
E eu não sinto mais nada,
As amizades enfraqueceram, e,
Eu não posso resgatá-las.
Anestesiada eu vejo apenas vultos,
Com suas lâmpadas de harmonia apagadas,
Sem sonhos muito altos.
(minha autoria).
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