quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Crespúsculo.

Eu fico olhando o contorno das árvores sob o sol, tão escuras e o campo tão brilhante, fico vendo o crepúsculo chegar, o céu se torna laranja, azul, rosa, lilás. Eu vejo aquelas pequenas florzinhas brilharem e dançarem com o vento, o vento fresco que bate em meu rosto. O pôr do sol cobre então aquele riacho entre as árvores, as águas se tornam vermelhas, as folhas das árvores ficam laranjas vibrantes.
Eu vejo minha sombra ao chão, aquela sombra que me acompanha sempre, que vive minhas derrotas, dores e perdas, aquela sombra que sabe de confidencias. Eu caminho lado a lado com ela. Ela passa por flores, campos verdes e também passa por espinhos, cacos de vidro, como a própria.
O crepúsculo cobre minha pequena cabana, ilumina as telhas avermelhadas, as arvorezinhas a sua volta. O crepúsculo ilumina a cabana, ilumina o campo, ilumina as águas do riacho mais abaixo, ilumina o começo da noite, o crepúsculo ilumina aquele lugarzinho no meio do nada, ilumina minhas origens, minha história, ilumina meu início, meio e fim. O crepúsculo me passa paz, vendo aquele laranja brilhante. O crepúsculo ilumina o começo da minha escuridão.

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