sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Eu deitei sobre a grama verde e molhada. O céu estava escuro, a chuva molhava meu rosto, os pingos caíam como pedras. Eu fitei o nada, fitei as nuvens escuras e lembrei de minha vida.
Aqueles dias infernais, aquela rotina, céu claro e azul, rostos superficiais, personalidades fúteis, olhos vazios, promessas falsas, palavras sem significados, pessoas monótonas, elas me vêem mas não conseguem realmente enxergar.
Eu continuei fitando o céu e inventei uma mentira. Minha vida é como um circulo, todos os dias a mesma rotina, ao final da tarde, eu durmo e sonho com fantasias inexplicáveis, tenho planos para meu futuro, meus momentos são cronometrados e eu vivo pensando no amanhã.
E minha mentira teve fim. Não, eu nunca consigo planejar nada, eu somente penso no que é certo para mim, eu nunca espero muito de amanhã, quando sonho, tenho pesadelos.
A grama roça meus braços, minha mãos tombam no chão, eu morro.
Eu morro e deixo apenas lágrimas, deixo meu coração que nunca esteve inteiro, deixo algumas lembranças vazias, deixo as lágrimas de meus olhos se misturarem com as gotas de chuva. Morro, e invento mais uma mentira.
Morri, e deixo meus objetos brilhantes, deixo lindas frases e carrego comigo somente rosas.
E a mentira termina, eu não sou poeta, sou apenas uma escritora de melancolia.

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