terça-feira, 1 de março de 2011

No meio da noite.

Eu caio no sono, meus olhos estão cerrados, mas eu posso ver algo intrínseco, posso ver uma garota caminhando sozinha na rua, uma garota reticiente. Durante minha inconsciência eu sonho com campos, flores, outonos, setembros. Penso se terei mais chances de sonhar assim. No meio da noite eu fujo, corro, me assusto. No meio da noite o silêncio me perturba, eu faço planos que ficam confidenciados, eu visito pessoas, gravo rostos. Eu não sei se posso sonhar sozinha, não sei se conseguiria passear no meio da noite. A verdade é que todos tem medos, todos temem, mas eu arrisco, eu sou aquela que monta fantasias, que tem os alicerces destruídos, que mora na escuridão. Sou aquela que no meio da noite vive a vida, que no meio da noite ama, chora, sorri, planeja, revoluciona. Sou aquela que no meio da noite sinto uma dor descomunal, aquela dor de que amanhã será um novo dia e eu terei que fingir novamente.

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