A alma que perdera o gosto
Gostou de si ao desabrochar em flor
Que perdera pelos caminhos verdes-escuros
E nunca mais havia de ter a dor – não de dentro mas de fora
Que os olhos insistem em demonstrar
E transformar em água doce
Que salga a ela mesma quando chora
Por ter pedido o gosto e o sonho
Primeiro o sonhos, depois o gosto adocicado
Não haveria de sentir mais dor adentro e sim uma falta
Pois não tivera mais os frutos e nem as flores
Mortas, estas não vêm mais
E nem visitam os passos e a alma
A primeira alma e o primeiro passo de todos os tropeços
Quando o gosto salgado se torna doce
na lágrima corrida – não de fora mas de dentro do peito
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