Chorei, morri um pouco, a folha de papel não voltará ao normal, eu me acostumei com o abismo entre sua sensibilidade e caráter. Eu me acostumei a segurar tudo o que tinha a dizer, me encaixei na sua rotina feliz e artificial. Na auréola de minha paz, eu vejo sorrisos, mas isso me assombra.
Me assusto, abruptamente eu corro para longe, me escondo em mim, me escondo de você e suas palavras cortantes. Estremeço ao ouvir um chamado seu, haverá mais guerra?
Bem... Eu já me acostumei, se tornou até confortável caminhar sobre o orvalho despedaçado, eu choro no meio da noite, enxergo minha dor, eu posso vê-la. Mas tudo se torna escuro, ninguém enxerga nada quando você está por perto.
Eu me acostumei com o trovão de sua voz, com os raios que caíram sobre mim.
"A vida é assim, derrotas e perdas", foi a última frase que escutei sua e a única que eu levarei eternamente.
A folha está em pedaços e nunca voltará como era antes, o mesmo que a rasgou é o mesmo que tentará concertar. O mesmo que provocou as lágrimas que a molharam, é o mesmo que guardara ela, o mesmo que quebrou o cristal sensível sempre será o mesmo que tentará concertar sua fragilidade.
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