Nesta manhã eu acordei com o som da chuva torrencial, acordei com os olhos fechados. Qualquer reação abrupta que meu corpo fizesse eu obedeci, qualquer reação emocionalmente ocasionada eu iria aceitar. Eu fechei meus olhos para minha mente, ando com os pés inseguros, as mãos procurando algum apoio. Mesmo tendo a insegurança como minha melhor amiga, eu abraço qualquer decisão no escuro, na névoa cegante. Fechei os olhos para a multidão de pensamentos pessimistas, meu corpo está dotado de medo, contando até dez e aceitando quaisquer escolha. Aquela multidão resistente, que me dominava antes de reagir à qualquer sentimento, à qualquer vontade, está trancada. Eu ilumino meu caminho com meu coração, com minha intuição, vou segui-los até que a morte me silencie, ou até que algum erro fatal me despedace. Então sim, eu andarei de olhos bem abertos, mas no momento cansei de ver coisas indesejáveis, cansei de olhar para sorrisos e acreditar neles. Essa vai ser minha desculpa esfarrapada, olhos fechados, vendados. Foi dessa maneira que acordei hoje, entre reticências, vírgulas, sem ponto final, nenhuma certeza, apenas intuições.
Hoje acordei de olhos fechados para aqueles resistentes pensamentos que vêm como multidão me impedindo de apenas sonhar e viver. E amanhã irei acordar desse mesmo modo.
Não estou sendo cega, apenas vivendo rápidas escolhas, de reações abruptas à sentimento. Apenas isso, vivendo...
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