segunda-feira, 18 de julho de 2011
Perdão.
Dentre de tantas efemeridades que presenciou, dos tombos que lembrara, das cicatrizes que os outros deixaram, marcas de amores de chuva passageira. Dentre as lágrimas que a corroeram, dos olhos ainda úmidos acostumados pelos cantos. Ela o perdoou, como quem perdoa um tropeço, entre vários tombos, como uma criança que perdoa a fada do dente por não vir noite passada. Ela o perdoara, sempre, pois sabia que não poderia evitar o fato dantesco de amá-lo sob uma simetria perfeita, num ângulo certo, sob o luar, raios que incidem sua face contraída entre dor e sorrisos. Dentre todos os alicerces quebrados, prantos escapados, idílios deixados para trás, ela o perdorara, com um sorriso sincero e brilho nos olhos. Ele a acolheu mais uma vez entre lágrimas, os dois formaram um só, um só coração, uma só alma, uma só história que por um página fracassou. Mas as linhas tortas se encontraram novamente na caligrafia mal feita da escritora errante.
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