Mas amor, não relate, por ora, nossas canções, nem contemple o pôr
do sol, somos céu e mar, no horizonte, ao longe, naquele "onde", que
tantos imploram saber para endereçar cartas e lamúrias de abandono. Onde meu
coração se envolveu na ampola fantasiosa, nestes recônditos vales que
ninguém pisou, nem pisoteou suas rosas avermelhadas. Deixemos amor, para
cantarolar ao entardecer de nossas vidas, narrar nossa epístola aventura,
nossos passos a dois, dois pés. Esquecemos por outrora de reviver, e
agora rejuvenesceremos, somos largada encasulada.
Que cárcere! Encontra-se a mariposa, enquanto o beija-flor não
exala o cheirinho de amanhecer, o sol cegando as pálpebras, o barulho da
vidraça da janela. Que relicários eu fiz de nós, sonhando, levitando entre
fagulhas de beijos que respingam no peito. Nessa exclamação que suspiramos ao
idílio da sublime estrela que despenca da amplidão, e despenca em nossos olhos.
Choro. Soluço. Decaio ao mármore gélido e resfrio meu coração até que não caiba
mais nenhuma ponta de dor, para que a saudade seja a única a afogar-me. Amor,
me salva, corre, suspire até a minha janela, atire pedrinhas, atiça as
borboletas, e eu me farei de fada. Tua fada entre aspas.
Lindo texto, Amanda!
ResponderExcluirObrigada Gi! Que bom que tu gostou, os teus também são perfeitos!
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