Fugi aos livros, e mórbidos poemas, tão singelos e puros perto de sua sepultura com dizeres repugnantes. Pois me repugna estes raios de sol amarelados, e as flores frágeis. Fragilidade, aprendi com você, que nada alcança, soluços ao madrugar do dia junto com os orvalhos não recriam histórias e nem refazem a orquestra. Desafinam. Arrebentam as cordas em um repuxo de ondas de tal medo e submissão que nem o mais fiel jardineiro reconhece. Apenas rega as rosas e apara os cravos, sem espantar-se com os espinhos que cravam em cravos, mancham cascalhos a sangue frio.
É o que poemas epistolares demonstram, não? Essas folhas envelhecidas e perfumadas, exalam lírios do campo e matam os beija-flores, tão cruéis dizeres de Byron. Que matou, crucificou tanto a si mesmo, que nem seu sentimentos lhe eram mais sinceros. Por ora ele só tinha às suas palavras, a sua escrita monótona e seu dom de dialogar morte.
E eu, estou na miséria de meu dom, o esfalfei de tal maneira brusca, pobre de amor e paz, não existem sinônimos destas em meu vocabulário sujo e indomado. Pois eu atiço a depressão profunda, faço um rebuliço nos dantescos oceanos de uma alma em pesar, e a faço soluçar, choramingam piedade. Que outrora eu pediria, mas neste presente, não há vela que me salve, nem que me reze.
Minha oração é o que escrevo e reescrevo, imbuída de uma fé barata, eu já nem sei como unir as mãos, elas estão calejadas. Se acostumaram com o abismo entre perdões e memórias, pois estes nunca foram conjugados a uma mesma sintonia. Essa sintonia de um violino que chora copiosamente os pêsames, afaga sublime paixão, adocica os olhos marejados. E as cordas do meu alicerce estão gastas, rebentaram. Não toco, não canto, não danço. A vida está muda, minh’alma cessou, meus olhos cerraram. Morri.
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